eu tenho medo do amor

[Hum. Comé que se começa mesmo? Acho que esqueci. Ah, é. Lembrei. Mais ou menos. A gente começa fazendo uma revelação ou usando aquela frase bombástica, ou então.. ou então vai escrevendo alguma coisa que a gente nunca sabe direito onde vai parar. Ou até sabe. Sei lá. O importante é começar, né? Êta medo de ficar piegas, blergh, ugh. Bom, vamos lá.]

Eu tenho um puta medo do amor. E acho que você, você e até você também devia ter. Veja só, amor é um bicho esquisito: não tem pé, nem braço, nem nada, mas sobe na gente que é uma beleza. E fica lá, que nem peão em cima do boi, só esperando ele te derrubar. Ah, sim, porque uma hora ele derruba <s>e Barretos inteira fica sabendo</s>.

Eu tenho medo de paixão também. Sou daquelas que tem suadêra só de pensar que tá gostando de alguém porque, rapaaaz, isso não traz nenhum benefício. Nenhum lucro a longo prazo, não. Umas doses extras de adrenalina e vualá, tamos aí, bobos, perdidos, ouvindo Alanis Morissette, olhando pro nada e sorrindo à toa. Não, gente, isso não é bom! Dar um sorriso safado completamente fora de contexto durante aquela aula de Ética é só uma dor de cabeça. Dá vergonha. Dá nojinho.

E aí acontece. Dane-se os metros de gravata, o nome, a idade, a reputação a zelar, seu endereço. O amor vem e come tudo, quer nem saber. Não está interessado em você, afinal. Você é só o hospedeiro desse parasita.

O amor é um monstro vermelho que engole a gente inteiro em três dentadas.

E de dentro da barriga dele, eu não enxergo mais nada, nem o Pinóquio.

Só ele, engolido também.



Apostado por: Dama de Copas às 22h19


E eu odeio namorar
 
 

E eu odeio namorar

A paixao chega sem pedir licenca e te deixa descontrolada. De repente, voce chora de noite porque ele nao ligou, um ciumes doentio surge quando alguem o entrete (amiga, melhor amigo, bola, mae e ate o cachorro), o seu caderno vira um livro de poemas e voce sente aquele friozinho na barriga soh de imaginar que vai ve-lo. Ta boba, vai.

Aih surge aquela vontade de ficar com ele o tempo inteiro, de gritar aos 7 ventos que ele eh seu, de andar com ele de maos dadas e ate de apresenta-lo em reunioes de familia. Eh cedo, mas eh tao intenso, que o namoro eh inevitavel.

O que voce nao tinha previsto eh que todo o encanto dessa epoca passou. Por que que ele ficou bravo por voce ter saido com suas amigas e nao avisou? Oras, nao tinha nada de mais. Voce compra um vestido lindo-maravilhoso para ir aquele jantar com ele, e, GENTE, ele nao gosta! "Que decote que eh esse?", diz ele. Se fosse soh essa vez, tudo bem, mas eh todo fim de semana implicando com as suas roupas. Poxa, ele mal responde seus torpedos no celular... Ate parece que ta enchendo o saco dele com tanta mensagem. Mas o pior, o pior... eh que o sexo ta diminuindo. Onde ja se viu um cara dizer que ta com dor de cabeca? Voces dormiam de conchinha, agora eh um de costas para o outro (mas voce nem nota essa mudanca).

Como "prova de amor", voces trocaram senhas de tudo: msn, orkut, email e ate do banco. Ele pode ler todas as suas mensagens, o que te faz ter a ideia de criar uns fakes. Voce ve que ele tem aquela bisk que da em cima dele no msn e acabam brigando. Aquela outra menina deixou um recado muito suspeito no orkut, eh outra briga. E vice-versa.

E, por alguma razao que ninguem consegue encontrar, o seu ex ta mais maravilhos do que nunca. Conversa com voce no msn com aquele humor que tanto te atrai e ainda manda beijo pelo orkut (nos fakes). Ele te quer. Ele e mais um monte de carinhas que voce nao sabe onde se escondiam quando voce estava solteira.

O seu namoro vai bem, mas a excitacao se esvaiu. Antes voces falavam de banalidades, das suas coisas preferidas, e agora parece que soh comentam sobre os problemas do dia-a-dia. Os programas ja sao previsiveis. Nao ha nada de novo, e o que eh velho, entedia.

A sua tao sonhada sogra, Ceus!, eh terrivel! Cade aquela mae super fofa que te oferecia bolachinhas no fim da tarde? Uma sombra negra esta sob voce e a mae dele e soh de imaginar que vai ter que ficar com ela em algum momento do dia, te desanima. Por que ela tem que ser tao possessiva? Credo, que ciumenta, nao vou arrancar pedaco do seu filho, nao. E parece que nada do que voce faz eh bom o suficiente. Te faz pensar que voce eh a pior namorada do mundo.

Era tudo tao mais facil quando voce nao tinha certeza de que ele iria ficar com voce, e ficava naquela expectativa a noite inteira. E a alegria que sentia ao ir dormir depois de ter passado a madrugada no carro dele! E ate um "oi" te fazia derreter. Mas foi o relacionamento que mudou ou foi voce, de novo?



Apostado por: Dama de Paus às 12h21


E eu amo namorar!

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Quem já entrou aqui há uns dois anos lembra o quanto eu surtava ao ouvir um "Eu te amo". Mas essa semana eu descobri que gosto de namorar. Eu terminei o namoro e comecei a tentar adestrar o cérebro a pensar que não vai ter volta, que eu tenho que continuar, que eu tenho que sair com outras pessoas pra curtir. Mas aí eu comecei a imaginar pessoas e situações, e todas as situações eram típicas de um casal que está junto há vários anos: Eu amo namorar.

Eu gosto de saber o que fazer com as mãos quando o vejo me esperando no metrô. É só andar até ele como em todos os outros dias, sabendo pra onde olhar, quando sorrir. Gosto de não ter que pensar, e adivinhar e calcular o que está pensando. Gosto de conhecer só pelo olhar. Eu gosto de saber a comida preferida, o que irrita, o que agrada, o que faz ele voltar a ser criança, o que excita.

Eu não quero o frio na barriga de uma dúvida. Não quero mais saber de beijos novos e diferentes. De me apaixonar por novas pessoas e sentir o coração sair pela boca com um novo olhar. Eu quero a coberta do domingo á tarde. O programa rotineiro do sábado a noite. Eu quero programar a semana junto e saber todos os horários dele. Eu quero a segurança, a maturidade, até os problemas. Quero saber o nome de todos os amigos e a história de cada um. Eu quero o pacote completo.

Eu acho que o frio na barriga vem com um agrado numa quarta à noite. Com um jeito novo de te pegar na cama. Ou mesmo com o velho, porque ele sabe que é aquilo que agrada e enlouquece. Com o programa preferido reprisado pelo milésima vez (e mesmo assim sem mudar de canal). Com a pizza preferida te esperando quentinha mesmo não sendo sábado.

Ou talvez eu só tenha ficado chata e tediosa. Mas que ama ser apresentada como a "mina do fulano" e que fica inacreditavelmente feliz com isso.



Apostado por: Dama de Ouros às 00h17


Dois patinhos na lagoa estrada da vida
 
 

Dois patinhos na lagoa estrada da vida

Era uma vez dois patinhos na lagoa. Famosos, eu diria. Nao perdem um bingo sequer! Seja quermese, seja gincana da escola, la estao eles. E nunca ouvi falar de eles se separarem. E olha que separacao ta na moda. Ate a Sandy separou do Junior, mas eles, nao. Estao sempre sendo anunciados juntos: os dois patinhos na lagoa.

E eles fizeram parte da minha vida vez uma era. Nao ficaram por muito tempo, embora, as vezes, quando eu penso naquela epoca, parecia uma eternidade. Mas passaram. E ca estou eu, aos 23 anos de vida.

Eu ainda nao tinha reparado que eu nao sou mais uma adolescente, muito menos uma crianca, apesar de ainda assistir Bob Esponja freneticamente. E nao adianta eu me maquiar de tenis pink ou bolsa transada, acontece que eu estou velha. Puxa, 23 anos! Quando eu era "jovem" e pensava em alguem de 23 anos, nooooooossa, essa ja era uma mulher, cheia de responsabilidades e um namorado a tira colo. E a sociedade cobra. Sim, sociedade-cobra. Ta la sempre sibilando: "Passou no vestibular?", "Nao vai trabalhar?", "Quando vao casar?", "Passou da hora de ter um filho, heim"...

E eu, diria assim, nao tenho nada. Sem namorado, sem trabalho, sem futuro. Plano, eh o que eu tenho. Mas planos tem ate o Cebolinha, e olha que os dele sao infaliveis, os meus nao. Meu ex, digo, meu meio-namorado-quem-sabe-futuro... Ah, voce entendeu... Entao, ele ta me esperando. Com casa, trabalho e um anel de diamante. Eu falo pra todo mundo que eu sou nova pra casar. E sabe o que me disseram esse mes? Que nao! E nao eh que eu nem sou tao nova assim mesmo. Cheguei aos 23, formada, vivencia internacional... To praticamente gente.

Mas, ai, que medo... Sera que nao da pra eu fugir e buscar meus dois patinhos na lagoa? Nao, certeza que eu me afogo ate la.



Apostado por: Dama de Paus às 14h06


Das oportunidades.

 

Pois eu tô de saco cheião de perdê-las.

Falar com o amor platônico - com a possibilidade de ser a última fucking vez que você vá vê-lo - e não agarrá-lo, enfiá-lo dentro de uma sacola velha e guardá-lo no seu calabouço privê.

Fazer o que eu gosta... e não aproveitar. Ter amigos e não sair com eles.

E, principalmente, saber que a Dama de Paus está na mesma cidade que você e não conseguir vê-la.

Resumindo: eu sou uma baita duma mal-agradecida filha da mãe odiosa.

Quero mudar.

Então vou começar pedindo desculpas.

 



Apostado por: Dama de Copas às 23h09


E a droga do "politicamente correta"

Ah, tem dia que você quer ser gente grande. Que não quer fazer biquinho, chorar e pedir colo. Tem dia que seu namorado vem falar alguma coisa e avisa que é sério. E você faz a maior força do mundo pra não acabar no canto do sofá, mais encolhida que um feto em formação e chorando. Tem dia que você decide fazer as coisas do jeito ético. E que merda que é fazer isso.

A ex-namorado do seu namorado, é aquela por quem ele foi perdidamente apaixonado, a menina pra quem ele pediu que largasse o noivo pra ficar com ele, aquela que juuuura que é cheia de atitude. Já se situou? Continuemos. Ela vem e o convida para o aniversário dela, fala pra te levar e tudo. Mas, pede também pra ter uma conversa-fim-de-namoro (aquela que eles não tiveram porque ele estava na sua casa no dia seguinte ao término). "Mas só se não tiver problema com a sua namorada."

E aí vem a droga da atitude nobre: Você diz que ele tem que ir, que você não manda nele, que não vai ser um "sim" ou "não" seu que vai fazer ele parar de pensar no assunto, que se você precisasse proibir essas coisas ele não estaria com você de verdade, que mesmo se você dissesse não nada o impediria de ir escondio. A atitude ética, correta e que consta no manual da namorada legal.

(entre essas frases teve uma parte encolhidinha-no-sofá, mas foi mínima)

Tudo lindo na teoria, mas você passa os dias preocupada, esperando ele ligar e falar que foi, achando que vai mudar tudo entre vocês, que ela está toda feliz, prafrentex marcando festas e convidando pessoas  e você... está num "sai-não-sai" de casa, com mãe problemática e nem agüenta mais um dia inteiro sem chorar.

E aí vem a raiva, vem o medo e vem mais um monte de coisas todas juntas. E, correndo o risco de perder todo o respeito de vocês, com uma ceninha fraca e nada condizente com a minha reputação de dama pequena e meiguinha: Eu acho que ela chamou por puuura falta de cama. Prontofalei! E que se dane a ética, devia era ter prendido em casa.

Situação de "pós-mesntruação" com humor fortemente alterada. Ignorem.

Em algum dia nesses últimos 14 meses eu perdi completamente a dignidade.

Há 14 meses eu estaria pouco me importando. Provavelmente iria blogar, dormir ou até fazer as unhas durante a suposta conversa. Ontem eu fiquei twittando o quanto tava agoniada.



Apostado por: Dama de Ouros às 13h47


[E nem tem título aqui]

[E nem tem título aqui]

E eu só tinha me apaixonado uma vez. Ah, sério, tinha muito mais o que fazer do que dar bola para essas coisas. Tinha tanta coisa pra assistir, tanto show, tanto blog, tanto livro pra ler! E as séries, e os gatos e o primo que era irmão. Mas aconteceu. Bom, aconteceu naquelas, me preocupava enquanto não machucasse. Eu não seria dele, ele que seria meu. E um não foi do outro. E tudo saiu de controle. E doeu. Ah, como doeu. Mais que dedinho batendo na quina da porta. E virei a dama de gelo deste baralho.

Fugia de qualquer "eu te amo", entrava em pânico! E lembrava da dor, mesmo que a psicologia diga que é impossível lembrar da dor. Não sei como, mas ela dava uma latejadinha e eu me encolhia... e fugia de novo. E a coisa ia assim, eu confiava tanto em mim que as coisas realmente aconteciam. Terminava uma coisa (ficada, show, passeio) e do nada aparecia alguém, falando do sorriso, da segurança que eu passava, da independência de macaquear por todo o canto. E o ego ia lá em cima! E confiando mais em mim, atraia ainda mais gente.

Então o atual namorado chegou (meu próprio 7 Belo, já que o naipe permite a piada), eu bati o pé, disse que não, fiz birra, chorei, xinguei. E amansei um pouco e coloquei mil condições para não ser machucada. E amansei mais. E me entreguei de vez. Apresentei família e gato (oh, o membro mais importante e que também amou meu 7 Belo logo de primeira). A coisa caminhou como disse a Dama de Espadas, pré-namoro, bilhetinhos, amassos, sexo... o carinho e a proteção. Ah, sim! O abraço dele (que pode não parecer, mas são braços bem durinhos e fortes envolta de mim) virou uma fortaleza, daquelas com poço e jacarés em volta, talvez até crocodilos, ou dragões. Nada me atingia ali. Mas com o tempo aquela fortaleza foi ficando mais frágil, com as correrias, ônibus e provas de faculdade. As coisas começaram a nos atingir, e a estragar a noite, e a tarde, e o acordar juntos. E quando eu precisava sair lá fora e enfrentar os inimigos, eu não consegui mais. Virei uma das mocinhas bobas que eu tanto odiava. Dei uma apagada no reino de Ouros e não confiei mais nada em mim. E deixei de chamar a atenção e o "ego" fez as malas e foi embora. Por fofoca, a insegurança e a dependência vieram bater na porta. Sentaram, pediram algo com bastante cafeína e estão ali ligadas, mode on 24hrs/dia. E eu comecei a destruir minha fortaleza por dentro, que dizem ser o jeito mais eficiente possível.

E chegou a hora de acordar, de arrumar tudo, de aproveitar as oportunidades (que chegaram quando o namoro começou, quando me viram com uma carinha tão feliz e confiante, quando eu aceitei meu corpo, as pessoas e a faculdade) e de desembaralhar. Fica o post publicado aqui. Esperando por notícias do Reino de Ouros.



Apostado por: Dama de Ouros às 19h43


A verdade sobre o namoro

Ninguém nunca nos conta a verdade sobre os namoros. Pois é, minha gente, existe uma verdade que só quem namora muito tempo sabe. Mas hoje, estou aqui como interlocutora dessa verdade escondida.
E quem souber vai me apoiar. Se você ainda não chegou nessa fase, é porque ainda não chegou seu tempo. Mas vai rolar.

Para apresentar a minha tese, analisemos as fases do relacionamento estável monogâmico humano.

Temos o momento do pré-namoro. Risinhos, bilhetinhos, elogios e cineminhas. Lá vem o primeiro beijo e o primeiro agarrão no escuro, e vocês descobrem que têm a química perfeita. Ou pelo menos acham. Ou então, o agarramento foi meia boca, mas ele/ela é tão engraçadinho! Com o tempo, as coisas devem melhorar. E você acha que deviam namorar. Mas tem aquela ex, ele é o seu amigo, mora na outra cidade, ou não parece querer namorar você. E fica naquela situação de insegurança filha da puta. Até queeee, um belo dia, em que os passarinhos cantavam ou chovia lá fora, depois daquela trepada sensacional, rola o pedido de namoro. E tudo fica lindo.

E aí, temos a fase do início de namoro. Aproveite bem, minha cara/o. Esse é o momento mais lindo. Mãos dadas, beijos, transas em lugares perigosos, presentes e jantares em restaurantes caros - ou no melhor que dá pra fazer. São cartinhas contendo juras de amor eterno e você acredita que vai explodir de tão apaixonada(o)! Todo mundo é cheiroso, lindo e, se bobear, nem tem mau hálito no café da manhã do motel. Lá vem os apelidos ridículos carinhosos, Pimpão, Momô, Príncipe, Meu Bem, Dengo. Fofinha, Lindinha, Gatinha, Môzinha. E é todo mundo feliz. Até que, lá vem ela.

A FASE INTERMEDIÁRIA.


(Não perca a continuação no próximo capítulo)



Apostado por: Dama de Espadas às 19h24


Máscara

 

Eu uso uma máscara. Ela é igual aquela que simboliza o teatro, a da cara feliz, com a bocona sorrindo e os olhos apertados pela compressão das bochechas sorridentes. Ela não cai, está sempre em mim. Na maioria das vezes, ela é apenas a forma do meu rosto contente, pra minha gargalhada gostosa, pra minha alegria interna. No entanto, às vezes, oh, eu fico triste. Eu choro, xingo, escrevo meus pensamentos de ódio e depois acordo com olhos tão inchados que fico parecendo uma menina com síndrome de down. Sem brincandeira. Mas não deixo ninguém saber. Os olhos? Ah, são de tanto dormir. Se eu estou triste? Nããão, só tava pensando no TCC. Eu tô quieta? É que eu, sei lá, não tenho nada para contar. Desculpas mil e uma máscara sorrindo.

Não é exatamente porque eu sou falsa, mas é que eu acho que os sentimentos são contagiantes. E um sorriso faz um dia feliz. Assim, se eu mostrasse minha máscara dramática, isso logo seria absorvido e deixaria triste o ambiente em que eu estivesse. Mas, ao contrário, gosto de cultivar bons ares porque assim é mais fácil eu me animar e poder sorrir de verdade, sem esconder minha tristeza atrás da minha máscara da comédia.



Apostado por: Dama de Paus às 02h23


Relações relativas

Ninguém é perfeito, eu sei, você sabe, todo mundo sabe. Mas então por que é que a gente precisa encontrar alguém perfeito para se casar? Sim, porque se não for para casar com alguém perfeito, não diriam para se casar apenas uma vez, até que a morte os separe. Fiquei pensando sobre esse negócio de monogamia. Não admite-se em nossa sociedade um casamento com mais de um cônjuge. Imagine, com 20 anos resolver com quem passar o resto da nossa vida. Todo mundo diz que é muito cedo fazer vestibular aos 18, já que tem que decidir o que vai fazer o resto da vida. Mas até hoje eu nunca vi alguém pensar que o casamento é ainda pior. Porque não está escrito na legislação que deve-se ter apenas um emprego, ou, pelo menos, um emprego por vez. Se alguém resolver trocar de emprego, não será punido por Deus. Se tiver 2 empregos, não precisará esconder um do outro, pelo contrário, até relevariam seus atrasos!

Comparei então com as amizades. Podemos muito bem ter 10 amigos, mas jamais 10 namorados. Eu tenho 18 primos e nenhum deles pede exclusividade. Meu pai até me deu 4 irmãos! Por que todas as outras relações podem ser multiplicadas, exceto a amorosa? Por quê? Foi aí que eu pensei na minha mãe. Sim, porque por mais que meu pai tenha casado com outra mulher, eu só tenho uma mãe. Entrei em autocontradição. Não, nem todas as relações podem ser multiplicadas. Péra lá, eu moro com a minha madrinha e ela é praticamente minha mãe. A mulher do meu pai não é minha mãe, mas muitas madrastas são sim mãedrastas. Minhas amigas (todas, não sei porquê) são criadas pela avó, e uma delas até chama a de mãe, contradizendo até minha contradição. Sendo assim, até mãe podemos sim ter mais de uma.

Finalmente, concluí que marido a gente só pode ter um, assim como mãe (biológica), mas nada impede que paqueras, amantes, enrolados, ficantes, desquitados e "amigos" apareçam nessa longa vida até que o outro nos separe.



Apostado por: Dama de Paus às 21h20


Toda mulher tem um pouco de Winehouse

 

'Cabei de ver um daqueles programas biográficos de TV sobre a Amy Winehouse. Ela é aquele tipo de pessoa pra quem eu pago pau mas não admito, saca? Tá que agora eu tô admitindo isso e toda a magia se perde, maquisidani, ela é demais. Aí que falaram loucamente sobre o "Blakinho", sabem?, o marido dela que tá na cadeia e pá. Gente, me deu um aperto. A mulé ama aquele cara absurdos. E tipo, ele é nojentão, largou dela pra ficar com a ex e assim que Amy virou estrelinha, voltou a amá-la, todo-todo, no maior cinismo. Interesse nenhum, é claro, imagina só. Peguei nojinho e tudo do Blakinho, fiquei mais revoltada que Che Guevara em shopping center, mas voltei cá pros meus botões e... sabe? Cheguei à conclusão de que...

...TODA MULHER TEM UM POUCO DE WINEHOUSE.
(isso, igual ao título do post. Era pra dar impacto mesmo)

Levanta a mão quem já escolheu o cara errado e insistiu nele. Quem optou pelo bad guy e se arrependeu. Nem precisa ter se arrependido, mas no mínimo sofreu. Quem passou noites e noites escrevendo músicas e enchendo a cara de bebida e pó pra afogar as mágoas. Tá, esse último é mérito só da Amy, mesmo. Mas o fato é que, putz grila, eu sou um pouco Winehouse e nem tive que zoar meu cabelo pra tanto. Não é bonitim, esse negócio de escolher o cara errado ser um fator tão socializante no mundo atual?

Eu tô fazendo a Wino e escolhendo caras errados, apesar de ainda não ter feito nenhuma tatuagem em homenagem a ninguém. Vai saber. Só se o cara ficar bonito na minha perna. Ui.



Apostado por: Dama de Copas às 18h15


Post Embaralhado - Conto de (fa)daminhas

 

Era uma vez... três fadinhas, Flora, Fauna e Primavera daminhas, a Dama de Copas, a Dama de Paus e a Dama de Espadas. Elas andavam apreensivas, pois sua protegida, a Dama de Ouros, completaria duas décadas em breve e não sabiam qual era o presente perfeito. Saíram em busca de todo o tipo de bugiganga mimos para presentear a mimosa moça e, do alto da torre mais alta, arquitetavam os planos mais fantásticos para o aniversário. No grande dia...

Dama de Paus: A gente pode comprar uma coisinha na Liberdade! Ela adora coisinhas kawaiis.

Dama de Espadas: Prefiro ir à 25 de Março, heim.

Dama de Copas: Ooown, a Liba é tão linda! Adouro gatos japoneses, cof, digo, ehrm... 25?

Dama de Paus: É, com o dinheiro que a gente trouxe, talvez seja melhor irmos à 25.

Dama de Copas: Pô, minha conta bancária tá sugerindo que a gente faça uma coisa meio artesanal mesmo. Aaah, tô brincando, meninas! Hehe...
 
As outras damas fazem cara de "que ótima idéia" e Copas responde com uma careta de "vocês não estão falando sério, né?"

Dama de Paus: A-do-rei. Sabe, a Ouros ainda me deve um cartão colorido de aniversário...

Dama de Espadas: A gente pode fazer um bolo! Sabem que eu tenho visto muitas receitas...

Dama de Copas: Gente, que super Bela Adormecida, isso! Eu prefiro o rosa, ok! E que receitas você tem visto, cara Dama de Espadas?

Dama de paus: Eu sei fazer brigadeiro!

Dama de Copas: Hmmm :9

Dama de Espadas: Então vamos logo botar as mãos na massa?

* Três horas e um bolo depois... *

Dama de Espadas: Ah, Paus, você comeu todo o recheio!

Dama de Paus: Claro, meu direito, fui eu que fiz o brigadeiro!

Dama de Copas: Nem pra deixar um fundinho na panela. Tô comendo metal, já.

Dama de Espadas: E agora, comemos o nosso presente!

Dama de Paus: Eu sei fazer cartões ainda... Tenho lápis de cor.

Dama de Copas: Eu tenho glitter!

Dama de Espadas: 'Bora comprar o gatinho, vai, Paus. Vai que você também come o cartão!

Damas de Paus: Obaaaaa! Ela vai adorar!

Dama de Copas: Sabe que tinha uma canetinha na minha época que tinha até gosto bom? É melhor não arriscar mermo, vamos lá pra Liba!! =D



Apostado por: Dama de Paus às 00h54


Quarta-feira

Tem gente que odeia segunda-feira, tem gente que aguarda o sábado, tem gente que acha o domingo um tédio. E tem eu que adoro a quarta-feira. A quarta-feira é um dia da semana meio termo, até porque ela fica bem no meio dos dias úteis. Mas, convenhamos, os dias úteis são, na verdade, os inúteis, porque ninguém faz nada de interessante. Os fins de semana, que, muito bem colocado, não são os chamados de dias inúteis, são, no mínimo, esperançosos. Quem não gosta de fim de semana? Até eu, que sou mais boba. Entretanto, nenhuma sexta-feira é mais legal para mim do que a quarta. A quarta tem lá seu charme. Tem um ritmo de trabalho sem o desgaste da segunda e um tiquinho de preguiça da quinta. Uma amiga otimista sempre dizia: "Oba, hoje é quarta e depois de amanhã já é sexta!". Sim, dependendo do ponto de vista, a quarta poderia ser um "puxa, ainda faltam 3 dias para sábado". Como eu não trabalho e mal vou pra faculdade, para mim os dias são sempre iguais. Menos a quarta-feira. Tá, até uns dias atrás, meu dia favorito era quinta-feira, mas na quarta eu já perguntava "Hoje é quarta-feira?", com medo de que já fosse quinta-feira e eu não tomasse conta. E agora a quarta-feira se consagrou. Hoje eu falei pro meu amiguinho da faculdade: "Hoje eu vou dormir à 1". E ele achou que fosse um tipo de cantada. Mas expliquei: "Agora 'House' mudou de dia". Ele: "Você é louca!"

PS: House é um seriado de um médico sexy-antipático que passa às quartas na Record.



Apostado por: Dama de Paus às 23h31


Metáforas de videogame

 

Gente, o fantástico dos fantasmas é que eles nunca somem ou dissipam. Pode reparar: lá nos primórdios, quando eu, você e até você jogávamos Super Nintendo compulsivamente, descobrimos às duras penas que se o Mario pulasse em cima do fantasminha, quem morria era o Mario, não o desgraçado do ectoplasma sorridente.

Os fantasmas estão sempre lá. Rondando, fazendo graça. Não é que ataquem sempre, sabe - só nas horas oportunas. Quando Mario está pulando, atingindo feliz a caixinha dourada com prêmio dentro, aparece o fantasma e corta a onda dele. Gente, peralá. Bem quando o Mario tá saltando pra vida, tem que aparecer a droga do fantasma? Não pode surgir quando o Mario tá lá, carente, triste, na sua forma mais miúda (acabou de gastar o cogumelo e a raposinha, sabem como é), pra fazer companhia, bater um papo, jogar baralho na mesa do bar?

Esses fantasminhas não costumam ser camaradas. Estão interessados apenas em seu próprio bem-estar pálido. Não precisam dar satisfação a ninguém, afinal!, ninguém os quer assim tão bem. Não seriam fantasmas se ainda fizessem parte da vida do Mario (ou de qualqueeeer outra pessoa, ok!), e o Mario se vira nos trinta bem sem ele. O Mario tem o Luigi, o Luigi tem o Mario e todos são felizes nos encanamentos do castelo, entre pizzas e tartarugas ninja. Aliás, é isso que faz do fantasminha uma criatura má: se não existissem Luigis, certamente os fantasmas jamais atacariam, desesperados, tentando reduzir o grande/raposinha Mario a um pequeno Mario de bigode de pixels. Porque lá no fundo, dentro daquela criatura toda cheia de gases e pontos brancos, há uma raivinha crescendo, uma raivinha do Mario se dar tão bem com o Luigi. Talvez o Mario e o fantasminha fossem amigos, mas agora são muito menos que isso porque foram muito mais do que isso e não deu certo.

Mas o que o Mario mais queria era pular na cabeça daquele fantasma desgraçado. Só pra ver se explode. Babaca.

(Nesse contexto, o Mario é gay. Não que ele seja, porque na verdade ele é uma Dama, mas dá pra ser, encontraram ele atrás do armário, ele não tem moral alguma).



Apostado por: Dama de Copas às 23h50


Confissão de Damas de Ouro - Perdoe-me porque pequei

Quarta-feira, feriado no reino de Copas, a Dama aqui se oferece pra ajudar uma colega da faculdade com um projeto, pega o endereço por telefone, passa a mão no bilhete único e 'vambóra'.

Estava um calorzinho respitável por aqui e, depois de semanas frias, dava pra usar aquela regata decotada que cai tão bem, principalmente porque o namorado estava doente, em repouso e sem qualquer possibilidade de movimento e eu não seria atacada e jogada na cama assim que colocasse os pés em casa.

Cheguei na rua, fui procurando os números. Achei. É condomínio. Nossa, condomínio estranho. Porteira (porteira???) abre o primeiro portãozinho, me identifico, abre o próximo. "Só um minuto". Ok. Que isso? Estão rezando terço? Olha é a Virgem Maria ali no quadro. Neurônios pensando e associando coisas.

É, era um pensionato católico. E eu com 'aquela regata decotada que cai tão bem', calça jeans justa e blusa de frio com pelinhos na gola.

A tarde passou, eu com blusa de frio fechada até o pescoço de tanta vergonha, e acabei vendo que o lugar era bem confortável e perto da faculdade. Aí vem na cabeça que o namorado não ia poder me visitar. E desse pensamento já pulamos pra quantos lugares legais teríamos para cometer o grande pecado considerado pelas freiras. É, fiquei imaginando atos e lugares.

O lado bom é que eu já estava condenada ao inferno, sem escalas e na classe econômica mais rápida, afinal, quem programa perder a virgindade na sexta-feira santa não recebe perdão nem com intervenção de Deus em pessoa! E antes que alguém condene, feriado prolongado com a casa sozinha torna-se a oportunidade perfeita, nada pessoal.

obs: Não quis ofender a religião ou crença de ninguém ao longo do post. Minha família é bastante religiosa inclusive, mas não sou uma pessoa que leva tudo nos extremos, então considere o post como uma simples e inofensiva brincadeira.


Apostado por: Dama de Ouros às 13h31


Nós somos embaralhadas, mas isso é apenas um dado. Temos nossos dias de sorte e de azar e damos a cara (ou coroa) pra bater. Fazemos esse joguinho de garotas desesperadas, mas somos damas de outro naipe. Criamos esse blog para ser nosso próprio oráculo e mentiras são cartas fora do baralho. Ás vezes, damos nossos trucos e truques, mas só para sair de roletas russas. Aposto como vai gostar, nosso blog é curinga.

Carta: Dama de Copas
Jogo: Duvido, trapaça, bullshit.
Cassino: Terra da Garoa. 
Curinga: nerdiar. teatro. cachorros (os de quatro patas). chocolate.
Embaralho:
insônia. insetos. trabalhar sob pressão. cinza.

Carta: Dama de Espadas
Jogo: Buraco nas madrugadas (e viva ao duplo sentido!)
Cassino: Bahia que não me sai do pensamento!
Embaralho: bad hair day. comida sem tempero. seca. dirigir.
Curinga: animais. comida (no geraaaal!). chamego no domingo. viajar.

Carta: Dama de Ouros
Jogo: Paciência *irônia*
Cassino: São Paulo
Embaralho: namoradas de amigos. acordar. calor.
Curinga: shows. amigos pra falar besteiras. gatos.

Carta: Dama de Paus
Jogo: mexe-mexe
Cassino: Paraná
Curinga: leite condensado. visitar a família. dormir de conchinha.
Embaralho: dirigir. cozinhar. assobiar. esperar o ônibus.

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